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26.01.12

Celesc busca recursos federais para modernizar sistema elétrico em áreas rurais

O governador Raimundo Colombo e o presidente da Celesc, Antonio Gavazzoni, têm audiência nesta quinta-feira (26) à tarde com o ministro interino de Minas e Energia, Marcio Zimermann, em Brasília, para propor um programa de desenvolvimento econômico-social das regiões rurais de Santa Catarina por meio da substituição de redes monofásicas por redes trifásicas - necessárias para atender a expansão do sistema elétrico nessas regiões onde cresce o número de empreendimentos como agroindústrias, e movimentar a economia local. "A Celesc cumpriu com maestria as metas do Programa Luz para Todos no Estado e é a concessionária do país com o maior percentual de atendimento em áreas rurais; vamos propor uma forma de continuidade deste trabalho", explica Gavazzoni.

Benefícios - A Celesc vai propor um programa para substituição de redes elétricas de média tensão (13,8kV ou 23 kV) monofásicas por redes trifásicas nas áreas rurais para atender às recorrentes solicitações vindas de consumidores rurais. Nos últimos anos está havendo um aumento significativo de produtividade e de expansão das atividades relacionadas à avicultura e suinocultura, com automação e aumento do tamanho padrão dos aviários e das pocilgas (de 50 metros para 125 metros de comprimento). Por conta disso, as indústrias agrícolas estão exigindo aumento da carga instalada; nas residências rurais, a diversificação de eletrodomésticos e equipamentos eletrônicos também exige mais do sistema.

Entraves – Atualmente a legislação do setor classifica as solicitações de troca dos sistemas monofásicos por trifásicos como obras com participação financeira do consumidor, além dos investimentos da distribuidora, que contam com respaldo tarifário. "O problema é que as definições legais geralmente tornam o custo financeiro muito elevado para o consumidor, contribuindo para a não popularização da substituição dos ramais. O consumidor tem a necessidade técnica do atendimento, mas não dispõe dos recursos financeiros; e a distribuidora tem interesse em promover este desenvolvimento, porém não conta com o respaldo tarifário necessário", explica o presidente.

Neste sentido, segundo Gavazzoni, em função das características sócio-econômicas do Estado de Santa Catarina, onde há diversas regiões com nítida vocação para as atividades agroindustriais, a Celesc defende que o programa poderia ser interpretado como uma segunda etapa de expansão do programa "Luz para Todos", uma vez que as metas deste encontram-se cumpridas no Estado.

O programa - Um levantamento da Celesc apontou que, em toda sua área de concessão, há aproximadamente seis mil km de ramais monofásicos que poderiam ser transformados em sistemas trifásicos. Devido à dimensão do programa, em termos financeiros e capacidade de execução, a execução se daria em etapas, atendendo no primeiro ano cerca de 20% do montante, considerando os ramais mais importantes. Na etapa inicial proposta, a extensão total de redes a serem transformadas de monofásicas para trifásicas é de 1.254,35 km, a um custo de R$ 52,6 milhões.

Com os recursos disponíveis, a Celesc Distribuição, por meio de suas Agências Regionais, tem condições de elaborar os projetos, executar, fiscalizar as obras, e instalar os respectivos transformadores de redes de baixa tensão, até os consumidores finais.